Da redação
O senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado pela Polícia Federal por supostas ligações com o banco Master, deixou a liderança do PT no Senado. Conforme aliados, Wagner permanece na disputa por novo mandato, enquanto petistas avaliam os impactos do caso em eventos públicos ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo integrantes do partido, há expectativas de constrangimento para Lula durante atos de campanha pelo país. O presidente e Wagner devem dividir o palanque durante as comemorações do 2 de Julho, em Salvador. Petistas expressam dúvidas sobre como Lula se posicionará em relação ao ex-líder petista diante da operação policial que apreendeu dinheiro em espécie em um hotel.
De acordo com um dirigente do PT, a tendência é que Lula adote tom de cautela e destaque que, assim como foi acusado anteriormente e provou inocência, Wagner terá oportunidade de se defender. O mesmo integrante alerta que uma defesa irrestrita de Lula ao senador seria prejudicial durante a campanha.
Além de Wagner, compõem o palanque do evento o governador Jerônimo Rodrigues (PT), candidato à reeleição, e o ex-ministro Rui Costa (PT), que concorrerá ao Senado. Na ocasião, Lula deve sancionar lei de autoria do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relatada por Wagner no Senado, que transfere simbolicamente a sede do governo federal para Salvador, em alusão à Independência da Bahia.





