Da redação
O diretório do Partido Novo em Minas Gerais enfrenta reestruturação após perdas significativas de filiados ao longo do último ano e a ausência de novos parlamentares durante a janela partidária. A sigla precisou rever suas metas para as eleições de 2026, numa tentativa de reverter o resultado de 2022, quando reelegeu Romeu Zema ao governo do estado, mas não conquistou nenhuma das 53 cadeiras mineiras na Câmara dos Deputados e elegeu apenas dois dos 77 deputados estaduais.
O golpe mais recente foi a saída de Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis, que era aposta do partido para ser puxador de votos à Câmara Federal. No final de março, Gleidson surpreendeu ao anunciar sua ida ao Republicanos, partido do seu irmão gêmeo, o senador Cleitinho Azevedo. A desfiliação obrigou o Novo a revisar suas metas: de três vagas previstas na Câmara, agora a expectativa é eleger dois deputados federais mineiros.
Também deixaram o partido o ex-subsecretário Tenente Melo, pré-candidato no Sul do estado, e Reginaldo Ferreira, que disputará por outra sigla. Na disputa estadual, outra baixa foi Raphael de Paulo, da região de Unaí, que trocou o Novo pelo PL. Segundo Christopher Laguna, presidente do diretório mineiro, as perdas forçam o partido a apostar em novos nomes, mas ele mantém otimismo: “Hoje nossa expectativa é muito melhor do que em 2022”.
Além dessas saídas, o partido perdeu o então vice-governador Mateus Simões, que migrou para o PSD em novembro de 2025. Com isso, o Novo abriu mão de liderar chapa majoritária no único estado que já governou, apostando agora em indicar o vice na chapa de Simões. Os nomes cotados são Fernanda Altoé e Thiago Mitraud.
A principal aposta do Novo para 2026 recai sobre Romeu Zema, pré-candidato à Presidência da República. Com aprovação de 47,1% ao fim do mandato, segundo o DATATEMPO, Zema deve atuar como principal cabo eleitoral do partido em Minas. “Mesmo se ele não ganhar, a chance de fazermos as duas cadeiras na Câmara dos Deputados é altíssima”, afirma Laguna.






