Da redação
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, vive um impasse político em meio às articulações para as eleições de 2024. Com 27 anos de trajetória no MDB, partido que herdou do pai, Ramez Tebet, um dos fundadores da legenda, Simone cresceu sob a proteção de figuras como Michel Temer, que apoiou sua candidatura à Presidência em 2022, apesar da resistência de parte da sigla. No pleito, ela saltou de 2% para 4,16% dos votos e transferiu seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, conquistando espaço no governo como ministra da cota pessoal do presidente, e não do MDB.
Agora, Simone avalia duas alternativas para seu futuro político. A primeira possibilidade é transferir seu domicílio eleitoral para São Paulo, atendendo a um pedido de Lula, que busca fortalecer seu palanque no estado. A segunda opção é lançar-se novamente ao Senado por Mato Grosso do Sul, seu reduto político.
Dentro do MDB, líderes informam que Simone já comunicou à direção partidária sua lealdade ao presidente Lula. Assim, não deverá integrar a chapa em São Paulo, onde o MDB mantém compromisso com o prefeito Ricardo Nunes e com Tarcísio de Freitas (Republicanos), potencial adversário do PT.
Diante desse cenário, há especulações sobre uma eventual mudança de partido, com o PSB, aliado de Lula, oferecendo abrigo à ministra caso ela opte por disputar cargo eleitoral em São Paulo. Integrantes do PSB apontam, porém, que a tendência atual é de Simone permanecer em Mato Grosso do Sul.
A decisão final deve ser anunciada em breve. Lula pretende discutir o futuro da ministra em reunião prevista até o fim deste mês, enquanto Simone avalia seus desafios eleitorais em um estado hoje dominado pela direita e pelo bolsonarismo.






