
O que te motivou a entrar na política?
Posso dizer, sem dúvidas, que muito foi da minha vontade de agir por um DF melhor, sempre em defesa dos mais necessitados. Lá atrás, quando ingressei nos sindicatos patronais, já com a experiência que havia adquirido no setor produtivo, comecei a entender ainda mais a questão política e sua importância para o bem social, pois quando falamos em sindicatos e federações, naturalmente estamos tratando de pluralidade de ideias e de representatividade. Foi um período que me motivou a ampliar o desafio e trabalhar por toda a população do DF.
O que você já fez por Brasília neste mandato? Pode fazer um balanço de sua atuação parlamentar?
Uma das nossas maiores preocupações sempre foi a questão do desemprego que, hoje, é um câncer social, sobretudo com as adversidades que enfrentamos durante a pandemia da Covid-19. A geração de emprego e renda trata-se de um eixo de atuação que eu, como já disse ter vindo do setor produtivo, considero uma mola-mestre. Não poderia deixar de citar, também, a questão da deficiência, causa esta que sempre tive um carinho muito grande, o que nos garantiu diversas conquistas com a elaboração de alguns projetos que, inclusive, já se tornaram leis e contribuem com a inclusão das pessoas com deficiência.
Dentre as leis de sua autoria, qual você considera a mais importante?
Temos 78 leis sancionadas e uma que muito me emociona foi do meu primeiro mandato, a Lei 5.089/13, cujo projeto foi elaborado após eu ler uma matéria no jornal que tratava sobre uma escola que cobrava três mensalidades para uma criança com Síndrome de Down por sua condição, o que achei um absurdo. Garantimos a aprovação do projeto e essa lei se tornou uma realidade aqui no DF, sendo algo inédito no País, ao proibir todas as instituições de ensino de fazer qualquer tipo de cobranças adicionais de estudantes portadores de Síndrome de Down, autismo, transtorno invasivo do desenvolvimento ou outras síndromes, podendo gerar uma multa de R$ 5 mil reais e, em caso de reincidência, até perder o alvará. Isso, inclusive, inspirou o senador Romário ao relatar o projeto que veio a se tornar a Lei Brasileira de Inclusão.
Como você aplicou as suas emendas parlamentares? Pode descrever?
Atuamos na Casa Legislativa com um mandato transparente, ativo e coletivo, sempre garantindo a participação da população e assegurando a colaboração da sociedade na destinação eficiente de várias emendas, principalmente, com o objetivo de servir ao propósito de realização dos direitos fundamentais constitucionais, como educação, saúde e segurança. Com isso, valorizamos a infraestrutura de nossa cidade, garantindo muitas obras em espaços públicos por todo o DF, bem como reformas e melhorias nas escolas, por meio do PDAF. São alguns exemplos da nossa atuação e destinação de recursos para que a população tenha uma melhor qualidade de vida.
Como foi a sua atuação legislativa? Você tem alguma consideração a fazer?
Tivemos um terrível problema nestes últimos dois anos com a pandemia da Covid-19, ocasião em que tivemos de enfrentar o maior colapso sanitário e hospitalar da história do país. No entanto, em um balanço geral, continuamos trabalhando de maneira incansável e com muita determinação. Por exemplo, buscamos junto ao Governo do DF a prioridade da vacinação dos vigilantes, rodoviários, profissionais da limpeza nos hospitais e de pessoas com deficiência, auxílio para profissionais do transporte privado escolar/turismo e, além disso, recursos para várias regiões administrativas e para a continuidade de projetos sociais qualificadores e que geram emprego e renda durante esse triste período que passamos.
Na sua opinião, qual é o maior problema do DF: saúde, emprego, educação ou segurança pública? O que tem que ser feito para resolver esse problema?
Como já disse, tenho uma grande preocupação com a questão da geração de trabalho e renda, pois venho do setor produtivo. Então, entendo as mazelas e os anseios do setor, mas, como um integrante do Poder Legislativo, é impossível deixar de lado as questões da saúde, educação e segurança. Por isso é importante, acima de ideologias, haver um alinhamento entre a Casa Legislativa e o Poder Executivo, como conseguimos construir nestes últimos quatro anos para o fortalecimento de ações que objetivem levar melhorias à população em todas essas áreas, que são direitos sociais fundamentais.
O que espera para o futuro de Brasília?
Espero uma cidade que se desenvolva cada vez mais, com organização, respeito às leis, à questão fundiária da cidade, que é importantíssima, mas há muitos problemas. Desejo que o Legislativo e o Executivo prossigam com uma atuação harmônica, conforme a Constituição reza, e com a aprovação de tudo o que for bom para a população nesse quesito de desenvolvimento. E, por fim, espero decolarmos na questão da geração de emprego e renda, pois o DF, mesmo não sendo um estado da Federação que tenha indústrias, mas conhecido pelo funcionalismo público, tem muitos empreendedores que precisamos fortalecer, principalmente os pequenos e médios, estes que são os maiores geradores de emprego no nosso país.
Mensagens finais?
Quero agradecer aos moradores do Distrito Federal por sempre acreditarem no nosso trabalho e deixar claro que todos podem contar com o nosso mandato e, independentemente de estarmos em um ano eleitoral, o nosso gabinete segue sempre de portas abertas, pois o mandato deve ser, sobretudo, participativo e com a construção da população. Além disso, desejo a todos que façam uma excelente escolha neste ano eleitoral, pois o futuro do nosso país é construído com as mãos do nosso povo e, principalmente, deixando os extremismos de lado e focando em uma análise assertiva, frisando sempre o crescimento.





