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Equipe tenta acesso ao Irã para apurar ataques


Da redação

A Missão de Apuração de Fatos sobre o Irã lamentou, nesta terça-feira (28), não contar com representantes no país para coletar dados sobre incidentes graves, como o ataque a uma escola de meninas que matou 168 crianças. Em Genebra, um dos membros da missão, Max du Plessis, afirmou a jornalistas que os especialistas seguem sem acesso ao Irã e continuam pedindo entrada para avaliar os acontecimentos, com prioridade para o recente ataque.

Du Plessis destacou ainda a preocupação com o bloqueio da internet no Irã, que isola a população e dificulta o acesso à informação. Segundo ele, a incerteza e o caos provocados pelo conflito agravam a situação dos civis. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a guerra já deixou 1,3 mil mortos, entre eles pelo menos 200 crianças com menos de 12 anos e 200 mulheres. O total de feridos chega a 9 mil, incluindo oito profissionais de saúde; em Israel, foram confirmadas duas mortes de profissionais da área.

A destruição atinge ainda escolas e patrimônios culturais. Dados do Unicef apontam que pelo menos 20 escolas foram danificadas, enquanto a Unesco informou que quatro dos 29 sítios do patrimônio cultural iraniano sofreram danos desde o início da guerra. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) estima que até 3 milhões de pessoas tenham deixado seus lares em busca de segurança devido ao conflito.

No Líbano, confrontos entre o Hezbollah e forças israelenses agravam as necessidades humanitárias, com 830 mil pessoas deslocadas, das quais 290 mil são menores de idade. O conflito já resultou em 107 crianças mortas e mais de 300 gravemente feridas nas últimas três semanas.

Agências da ONU alertam ainda para o risco de colapso dos serviços públicos em Gaza e Cisjordânia e para impactos globais. Interrupções no transporte afetam cadeias de suprimentos e mercados de energia, elevando custos de alimentos e pressionando o custo de vida, especialmente dos mais vulneráveis, segundo a Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).