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Especial: Vozes que ecoam da floresta


Da redação

No Acre, povos indígenas e comunidades tradicionais lideram projetos de conservação da Floresta Amazônica por meio de modelos participativos e inovadores de financiamento climático. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) lançou um documentário que destaca o cotidiano, os desafios e as aspirações desses grupos, que atuam na proteção da floresta e no desenvolvimento de soluções para sustentá-la.

A governança ambiental no estado se baseia em amplo diálogo, como demonstrado na atualização da repartição de benefícios do programa ISA Carbono, vinculado ao Sistema de Incentivos a Serviços Ambientais (SISA). Consultas públicas ocorreram em municípios como Brasiléia, Cruzeiro do Sul, Feijó, Jordão, Sena Madureira e Rio Branco, envolvendo agricultores, povos indígenas e extrativistas na definição do uso dos recursos.

Na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri, que protege mais de 970 mil hectares, Raimundo Mendes, liderança extrativista, alerta para ameaças das mudanças climáticas e ressalta a importância do envolvimento popular na defesa da floresta, mantendo viva a luta histórica de Chico Mendes.

Em Cruzeiro do Sul, Renilda Santana, da Reserva Extrativista Rio do Liberdade, concilia o trabalho no campo com o ativismo feminino, defendendo o desenvolvimento baseado no uso sustentável dos recursos naturais e afirmando que “o mercado é a floresta”. Na aldeia indígena Nova Morada, em Feijó, a Escola Tekahayne Shanenawa é referência na educação ambiental, e Andréia Shanenawa ressalta a responsabilidade das novas gerações em proteger a floresta.

Nos fóruns do Acre, conforme a presidente do Instituto de Mudanças Climáticas, Jaksilande Araújo, novo acordo garante repartição dos benefícios do ISA Carbono: 26% para extrativistas, 24% para pequenos e médios agricultores, 22% para povos indígenas e 28% para o governo, consolidando o estado como referência mundial em Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD+ Jurisdicional).