Da redação
Uma soldado da Polícia Militar de São Paulo, Gisele Alves Santana, 32, foi encontrada morta com um tiro na cabeça, na manhã de quarta-feira (18), em seu apartamento no Brás, região central da capital. Ela era casada com o tenente-coronel Geraldo Leite, 53. Segundo o marido, ele estava no banheiro quando ouviu o disparo e encontrou a esposa caída na sala, com a arma na mão. Gisele foi socorrida ao Hospital das Clínicas, mas teve a morte confirmada às 12h04.
O tenente-coronel relatou à Polícia Civil que eles dormiam em quartos separados e, por volta das 7h daquele dia, disse a Gisele que queria se separar. Após a conversa, ela o expulsou do quarto e ele foi tomar banho, quando ouviu o barulho do disparo. No local, foram apreendidos uma pistola Glock .40, três celulares, dois carregadores, dois cartuchos e uma bermuda do tenente-coronel. O caso foi registrado como suicídio e perícia foi solicitada, além do exame para identificar resíduos de pólvora nas mãos de Gisele e de Geraldo.
A mãe da vítima afirmou à polícia que o relacionamento era “extremamente conturbado”. Ela classificou o tenente-coronel como abusivo e violento, alegando que ele proibia a filha de usar batom, salto e perfume, e a submetia a constantes cobranças domésticas. Relatou ainda que, dias antes do ocorrido, Gisele ligou chorando, dizendo não aguentar mais a pressão e pedindo para ser resgatada pelos pais.
Geraldo declarou ter conhecido Gisele em 2021 e oficializado o relacionamento em 2023. Ele alegou que sofria denúncias anônimas na Corregedoria da PM, que atribui a represálias, e que as constantes brigas e desconfianças levaram o casal a dormir em quartos separados desde agosto de 2025. Gisele deixa uma filha de 7 anos, fruto de um relacionamento anterior.
A defesa do tenente-coronel não foi localizada. O espaço permanece aberto para manifestações.





