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Esta tribo forçava o alongamento craniano em seus bebês para simbolizar beleza e alto prestígio


Da redação

Durante séculos, o povo Mangbetu, no Congo, praticou uma tradição cultural de alongamento do crânio, iniciada ainda na infância. Esse costume era adotado tanto como expressão estética quanto como marcador de posição social na comunidade, mas entrou em declínio ao longo do século XX, principalmente após os anos 1950.

O processo começava nos primeiros meses de vida, período em que os ossos da cabeça permanecem maleáveis. Nessa fase, faixas de tecido eram enroladas ao redor do crânio das crianças, aplicando pressão contínua para modificar gradualmente seu formato. Com o tempo, a cabeça adquiria uma forma alongada, considerada símbolo de valores culturais.

Entre os Mangbetu, o crânio alongado estava associado à inteligência, à beleza e ao prestígio social. Pessoas que apresentavam essa característica eram frequentemente reconhecidas como membros de maior relevância dentro do grupo, refletindo padrões de reconhecimento e pertencimento estabelecidos pela cultura local.

A tradição começou a desaparecer sobretudo durante o período colonial, com a chegada de influências externas. A introdução de novos valores e referências culturais contribuiu para o abandono progressivo da prática tradicional entre os Mangbetu.

Atualmente, o alongamento craniano é visto como registro histórico desse povo, evidenciando antigas formas de construção de identidade e padrões estéticos ao longo do tempo.