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Estados Unidos classificam PCC e CV como terroristas e Câmara aprova fim do 6×1


Da redação

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (28), que classificará as facções brasileiras PCC e CV como organizações terroristas a partir de 5 de junho. A decisão, feita após reunião entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente americano Donald Trump, surpreendeu autoridades e provocou reações imediatas no cenário político e econômico do Brasil.

Segundo analistas do setor produtivo, a medida intensifica a incerteza no mercado financeiro nacional, uma vez que pode levar à punição de instituições financeiras, empresas e investidores ligados a essas organizações. Exportadores brasileiros temem impacto direto, com inspeções alfandegárias mais rigorosas, lentas e custosas, prejudicando o comércio internacional.

Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, divulgou que solicitou diretamente a Trump a classificação das facções como terroristas. Ele pretende utilizar o anúncio em discursos sobre segurança pública, destacando sua relação com o governo americano. A decisão também virou estratégia para impulsionar sua pré-campanha.

A medida ocorre em meio a investigações que envolvem Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O senador tenta afastar o foco dessas apurações, que ganharam destaque nas últimas semanas, e, conforme relatado, busca associar ao presidente Lula uma suposta defesa de organizações criminosas, estratégia utilizada também por Jair Bolsonaro.

Lula, presidente, foi pego de surpresa pela decisão americana, três semanas após seu encontro com Trump. A quatro meses do primeiro turno das eleições, o governo avalia impactos na economia. Lula defende a soberania nacional e os interesses empresariais, em um contexto tenso entre diplomacia, política e comércio internacional.

Na terça-feira (26), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca em endereços de Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio de Janeiro e aliado de Flávio. A investigação apura aportes de R$ 3,7 bilhões da RioPrevidência para o grupo de Vorcaro, além do envolvimento de outros políticos em eventos ligados ao banqueiro.