Da redação
Estados Unidos e Irã chegaram a um acordo para encerrar imediatamente a guerra no Oriente Médio, incluindo o conflito no Líbano, com assinatura prevista para sexta-feira, 19 de abril, em Genebra. O entendimento foi mediado pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que classificou-o como “passo histórico em direção à paz”.
O anúncio foi confirmado por autoridades de Washington e Teerã. Donald Trump afirmou: “O acordo com a República Islâmica do Irã já está concluído. Parabéns a todos!”. Ele também informou a autorização plena para abertura do Estreito de Ormuz e suspensão imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos, condicionando a reabertura total à assinatura formal do acordo.
Segundo o vice-ministro iraniano Kazem Gharibabadi, o texto prevê o “fim imediato da guerra”. A agência iraniana Fars informou que o Irã incluiu cláusula sobre pagamento de pedágio marítimo no Estreito de Ormuz, ressaltando a soberania compartilhada com Omã. O termo “serviços marítimos” indicaria aceitação do pagamento de pedágios pelos Estados Unidos.
O conteúdo completo do acordo permanece confidencial, mas Trump declarou ao The New York Times que o Irã aceitou uma moratória de 20 anos no enriquecimento de urânio. Kazem Gharibabadi acrescentou que os próximos diálogos abordarão o fim das sanções ao Irã, a questão nuclear, reconstrução econômica e um mecanismo de supervisão dos acordos.
Israel afirmou que manterá seu Exército nas chamadas zonas de segurança do Líbano, Síria e Gaza por tempo indeterminado. O secretário-geral da ONU, António Guterres, e líderes europeus manifestaram alívio e apoiaram a decisão, destacando possível suspensão de sanções contra o Irã. Arábia Saudita e Egito também elogiaram o pacto.
O conflito teve início em 28 de fevereiro com ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã, que retaliou em países do Golfo. O Líbano entrou na guerra em 2 de março, levando a ofensivas israelenses que, segundo autoridades libanesas, causaram mais de 3.700 mortes desde então. O acordo provocou queda superior a 5% no preço do petróleo, cotado pouco acima de 80 dólares no mercado americano nesta segunda-feira.





