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Estilo centralizador: a mão de Lula sobre as alianças do PT nos estados


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem centralizado as decisões sobre alianças políticas nos estados, muitas vezes contrariando posições internas do PT. Em 2024, quando Lula ensaia disputar a reeleição para um quarto mandato, diversas candidaturas têm sido atribuídas diretamente a pedidos do presidente.

No estado de São Paulo, o ministro Fernando Haddad (Fazenda), inicialmente resistente, acabou aceitando disputar o governo após insistência de Lula. Outros nomes indicados na mesma linha são Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente), cotadas para o Senado, e Marcio França (Empreendedorismo), que aguarda encontro com Lula para definir seu papel. Segundo dirigentes do PSB, o desenho da chapa só será finalizado após reunião com o presidente, prevista para o fim do mês.

Em Minas Gerais, Lula articula apoios fora das bases tradicionais do PT e apontou Rodrigo Pacheco (PSD), ex-presidente do Senado, como nome ao governo estadual. A escolha é contestada por petistas locais, assim como a indicação do deputado Eunício de Oliveira (MDB) ao Senado pelo Ceará, o que pode frustrar as pretensões do deputado José Guimarães (PT).

Apesar da experiência do presidente do PT, Edinho Silva, em negociar alianças, a decisão final tem sido de Lula. “Todo mundo quer conversar com Lula”, afirmou um dirigente do partido. Segundo ele, mesmo com a preparação do partido, “quem faz o arremate é o Lula”.

No Rio de Janeiro, a possível participação em uma aliança ampla com Eduardo Paes gera dúvidas no PT, principalmente sobre o espaço da deputada Benedita da Silva (PT) na chapa ao Senado. “Assim não vai funcionar bem para o PT”, concluiu uma liderança da sigla.