Da redação
Mais de quatro mil recém-nascidos foram beneficiados com leite materno no Distrito Federal entre janeiro e março de 2024. De acordo com dados oficiais, 4.089 bebês receberam o alimento nesse período, sendo 1.439 apenas em março, nas unidades de saúde do Distrito Federal, diante da necessidade de aumentar as doações.
A maior parte dos beneficiados são bebês prematuros e de baixo peso, cuja vulnerabilidade é maior devido ao sistema imunológico e digestivo ainda imaturos. O leite humano doado também atende recém-nascidos internados em UTIs neonatais, pacientes com doenças graves, submetidos a cirurgias ou com dificuldades para mamar.
Maria das Graças Cruz Rodrigues, coordenadora substituta das Políticas de Aleitamento Materno, afirma que essas doações são essenciais, já que “o leite materno doado oferece proteção contra infecções, fortalece o sistema imunológico e diminui o risco de doenças graves, como a enterocolite necrosante”. Ela destacou que o alimento é indispensável nesses casos, principalmente quando as mães não conseguem amamentar.
O leite materno doado é considerado mais seguro e benéfico para esses bebês. Segundo a coordenadora, “O leite humano é um alimento único, fácil de digerir e rico em anticorpos, enzimas e fatores de proteção”. Embora existam fórmulas infantis, elas não substituem os benefícios do leite materno, utilizado sempre que possível.
A Rede de Bancos de Leite Humano do Distrito Federal enfrenta estoques abaixo do ideal desde novembro de 2023. Mesmo com 14 Bancos de Leite e 7 Postos de Coleta, a oferta não supre completamente a demanda. “Quanto mais doações, maior a capacidade de atendimento e de salvar vidas”, ressaltou Maria das Graças.
Para doar, é preciso estar amamentando, ter boa saúde e produção excedente. O cadastro pode ser feito por telefone, site ou pelo Portal do Cidadão. A coleta domiciliar é feita por equipes do Corpo de Bombeiros. Os bancos e postos também prestam orientações às mães, auxiliando na amamentação e no manejo do leite.






