Início Ciência e tecnologia Estratégia propõe blindar ciência do teto enquanto Fazenda avalia endurecer regras

Estratégia propõe blindar ciência do teto enquanto Fazenda avalia endurecer regras

Estratégia propõe blindar ciência do teto enquanto Fazenda avalia endurecer regras


Da redação

Enquanto o Ministério da Fazenda avalia reduzir o ritmo de crescimento das despesas públicas, integrantes do governo preparam uma iniciativa para tratar gastos em ciência e tecnologia como “investimentos de capital estratégico”, protegidos de contenções fiscais. A medida integra a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação 2024–2034, aprovada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Segundo o documento, a proteção buscaria garantir financiamento permanente a pesquisas e iniciativas em inteligência artificial, conforme defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afastando-as das restrições fiscais convencionais. No entanto, a classificação não modifica automaticamente o status dos gastos, pois ainda seria necessário alterar a legislação do arcabouço fiscal e detalhar quais despesas seriam contempladas.

O grupo encarregado de elaborar o Plano de Ação em Ciência, Tecnologia e Inovação (PACTI) 2027–2031, também instituído pelo MCTI, será responsável pelo detalhamento. Composto por treze especialistas, entre eles Francilene Garcia, a equipe tem prazo de 120 dias para apresentar propostas, mas não conta com representantes formais dos ministérios da Fazenda ou do Planejamento.

A ausência é significativa, pois o secretário-executivo da Fazenda, Dário Durigan, discute reduzir o teto de crescimento das despesas para até dois por cento, o que, segundo projeções oficiais, representaria economia de até R$ 25 bilhões em 2027. Já parte dos recursos da área, como empréstimos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) operados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), não se enquadra nos limites do teto. O governo já abriu exceção semelhante para a Defesa, autorizando gastos de até R$ 5 bilhões anuais fora do teto até 2031.