Da redação
Grande parte da energia usada no cotidiano, seja para recarregar celulares ou aquecer a água do banho, depende de fontes diversas, entre elas o petróleo. No Brasil, a matriz energética é composta majoritariamente pela força da água, do vento e do Sol, mas o petróleo ainda é fundamental para o transporte de mercadorias por carros, ônibus e caminhões.
As principais reservas mundiais de petróleo estão localizadas, após a Venezuela, no Canadá, na Rússia e, sobretudo, no Oriente Médio. Dali, o petróleo é escoado para o restante do planeta por meio de rotas estratégicas, como o estreito de Hormuz, único acesso dos países do golfo Pérsico — entre eles Arábia Saudita, Kuait, Qatar, Iraque e Irã, responsáveis por quase metade da produção mundial.
Em fevereiro, um ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã levou a uma retaliação iraniana com o fechamento do estreito de Hormuz. Como 20% do petróleo global passa por esse ponto, a medida provocou escassez na Ásia e na Europa e disparou os preços do óleo e de outros produtos.
Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, vigente desde 1994, águas até 22 km da costa pertencem aos países lindeiros — exatamente a largura do ponto mais estreito de Hormuz, que separa o Irã e Omã, justificando o controle sobre o fluxo de navios.
Para reduzir a dependência desse canal, países da região construíram oleodutos alternativos em direção ao mar Vermelho e ao Mediterrâneo. No entanto, essas rotas não têm a mesma capacidade dos navios e encarecem o transporte. Outros atalhos estratégicos para o petróleo e o comércio internacional são os estreitos de Bab el-Mandeb, de Gibraltar e os canais de Suez e do Panamá. Qualquer interrupção nessas passagens causa impacto imediato nos preços e no abastecimento global.





