Da redação
Estudantes protestaram em 11 estados e no Distrito Federal no domingo (1º), em atos convocados pela União Nacional dos Estudantes (UNE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e a interferência dos Estados Unidos nas eleições, além da violência política e de ameaças a povos indígenas.
Bianca Borges, presidente da entidade, disse que a conjuntura impediu atos festivos. A mobilização passou dos nove estados previstos para 11, incluindo o Maranhão, e priorizou carta de Flávio, que se apresentou como “verdadeiro presidente eleito” após deixar o Brasil e chegar a Miami.
Em São Paulo, dezenas se reuniram ao meio-dia na praça Roosevelt. Ramon Pereira Machado, estudante de 25 anos, relatou violência e perda de empregos por posicionamento político. No Rio, Jandira Feghali (PCdoB), deputada federal reeleita, chamou Flávio de “fujão”: “Viramos símbolo antifascista no mundo”.
Borges defendeu recomposição do orçamento universitário e permanência estudantil. Manifestantes criticaram o prefeito Ricardo Nunes (MDB); cartaz pedia seu impeachment, em iniciativa do PSOL na Câmara Municipal sob acusação de descumprimento de ordem judicial sobre a circulação da frota de ônibus no segundo turno.



