Da redação
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) inicia um estudo clínico com o antirretroviral lenacapavir em sete cidades brasileiras, mirando a avaliação da segurança e eficácia do medicamento de longa ação na profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. O objetivo é viabilizar a futura incorporação do lenacapavir ao Sistema Único de Saúde (SUS) como nova alternativa de prevenção.
O ensaio clínico reunirá voluntários adultos de diferentes perfis epidemiológicos, dando ênfase a populações mais vulneráveis ao HIV. O protocolo prevê visitas regulares para aplicação do lenacapavir, realização de exames laboratoriais e acompanhamento de eventuais efeitos adversos. A Fiocruz ficará responsável pela coordenação nacional, padronizando procedimentos e articulando parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde.
O lenacapavir atua como inibidor de capsídeo, impedindo a replicação do HIV. Por ser um medicamento de longa duração, pode ser administrado em intervalos maiores do que os antirretrovirais orais diários atualmente disponíveis, o que tende a aumentar a adesão à profilaxia. Estudos internacionais já sinalizaram boa segurança e potencial de eficácia tanto na redução da carga viral quanto na prevenção da infecção.
Desde 2017, o SUS oferece PrEP com medicamentos orais diários, ampliando o acesso gradualmente pelo país. A pesquisa com lenacapavir atende a uma demanda por alternativas de uso prolongado, consideradas fundamentais para facilitar o dia a dia dos usuários e minimizar falhas de adesão.
Os resultados preliminares do estudo devem ser apresentados conforme o protocolo de pesquisa, embasando possíveis decisões sobre a inclusão do lenacapavir no SUS. Se comprovados os benefícios, o Ministério da Saúde poderá adotar a nova estratégia para reforçar a prevenção e contribuir com a redução das infecções por HIV no Brasil.






