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EUA avaliam usar bomba MOAB contra instalações nucleares e energéticas no Irã


Da redação

O governo dos Estados Unidos desenvolveu planos de ataque ao Irã que consideram o possível uso da GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast (MOAB), a maior bomba não nuclear do arsenal norte-americano, segundo fontes do governo. A arma seria empregada caso o presidente Donald Trump determine a retomada de operações militares visando infraestrutura energética e instalações nucleares iranianas.

Os planos, elaborados a pedido de Trump, têm entre os alvos potenciais a montanha Pickaxe (Kuh-e Kolang), um complexo subterrâneo no Irã central onde Estados Unidos e Israel suspeitam que componentes do programa nuclear iraniano estejam guardados. Autoridades, no entanto, expressaram dúvidas sobre a eficácia do artefato contra instalações protegidas sob camadas de granito.

A MOAB, que detona antes do impacto e atinge áreas equivalentes a nove quarteirões, não dispõe de capacidade de penetração profunda, conforme fontes familiarizadas com os planos. “A MOAB serve para limpar grandes áreas, mas não para muito mais”, afirmou uma das fontes. Há receio de que seu uso provoque vítimas civis significativas e seja visto mais como demonstração de força do que como medida militar decisiva.

O debate interno ocorre em meio a pressões políticas sobre Trump nas vésperas das eleições legislativas de meio de mandato. A guerra contra o Irã é apontada como impopular e motivo de desgaste para os republicanos. A Casa Branca afirmou que não comenta planos militares sensíveis, reiterando que “o presidente Trump mantém todas as opções sobre a mesa para garantir que o Irã nunca possa ter uma arma nuclear”. O Pentágono declarou preparar-se para diferentes cenários. A MOAB foi usada uma única vez, em 2017, contra o Estado Islâmico no Afeganistão.