Da redação
Os Estados Unidos e o Irã sinalizaram disposição para retomar negociações após mais de uma semana de ataques mútuos em diferentes pontos do Oriente Médio, interrompendo o cessar-fogo anterior e aumentando o temor de um conflito mais amplo entre as partes. Segundo um funcionário iraniano, mediadores apresentaram a Teerã uma proposta de cessar-fogo de dez dias, permitindo a tentativa de retomada do acordo provisório.
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, confirmou o recebimento de sugestões para reduzir tensões, sem detalhá-las. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o Irã está em uma “guerra em larga escala” contra os Estados Unidos. De acordo com a agência AFP, o ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, deve viajar para a capital do Paquistão, país que atua como mediador.
O governo conduzido por Donald Trump também manifestou abertura cautelosa ao diálogo. Marco Rubio, chefe da diplomacia norte-americana, afirmou que, caso surja uma oportunidade, “ficaremos felizes em vê-la aberta”, mas destacou a necessidade de o Irã “mudar seu comportamento”. Em nove dias consecutivos de confrontos, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atingido alvos militares norte-americanos em resposta a bombardeios dos EUA contra cidades iranianas.
Explosões atingiram cidades como Tabriz e Chabahar, deixando pelo menos um morto e vários feridos, segundo a agência estatal Irna. Houve ataques a instalações de dessalinização, sistemas de navegação do Bahrein e embarcações no estreito de Hormuz, além de interceptações de drones reportadas pelo Exército do Kuwait. O Irã também alegou que ataques americanos miraram uma usina nuclear em construção em Darkhovin e instou a Agência Internacional de Energia Atômica, vinculada à ONU, a condenar os bombardeios.





