Da redação
Negociações para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos estão ocorrendo em uma sala do hotel Serena, em Islamabade, capital do Paquistão, segundo fontes da emissora Al-Jazeera. O encontro presencial começou às 9h40 (horário de Brasília) e foi interrompido para o jantar às 11h15. Antes, conversas aconteciam em salas separadas, informou a imprensa do Oriente Médio.
Apesar de ainda não haver um acordo formal pelo fim da guerra, os países chegaram ao consenso da necessidade de limitar ataques no Líbano, especialmente bombardeios na região sul. A liberação de ativos iranianos, uma das condições apresentadas, é vista como um possível avanço, mas detalhes não foram divulgados. O Paquistão, intermediador do diálogo, demonstrou otimismo sobre o andamento das negociações.
O premiê paquistanês Shehbaz Sharif tem papel central, reunindo-se primeiro com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, e o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi, e depois com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, Jared Kushner e Steve Witkoff. A Casa Branca confirmou apenas as tratativas com a delegação americana, sem detalhar seu teor.
O Irã propôs indenização pelos ataques conjuntos de EUA e Israel em fevereiro como condição para negociar a paz. No entanto, desconfiança mútua persiste. “Lutaremos com todas as nossas forças para garantir os interesses e direitos do povo iraniano”, declarou Abbas Araghchi. Já JD Vance afirmou que, se o Irã tentar enganar os EUA, não encontrará “receptividade” na negociação.
Na terça-feira, Donald Trump anunciou um cessar-fogo de duas semanas, atendendo pedido de trégua apresentado pelo Paquistão e aceito pelo Irã. Mesmo assim, Israel continuou bombardeando o Líbano, que ficou fora do acordo segundo líderes americanos e israelenses. Uma negociação separada entre Israel e Líbano está agendada para a próxima semana em Washington.






