Da redação
Os Estados Unidos e a Venezuela anunciaram nesta quinta-feira (5) o restabelecimento de suas relações diplomáticas e consulares, conforme comunicado divulgado pelo Departamento de Estado norte-americano. A medida ocorre após um período de cinco anos sem relações formais, rompidas em 2019 quando o então presidente Donald Trump reconheceu Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.
Segundo o Departamento de Estado, o objetivo deste passo é “facilitar esforços conjuntos para promover a estabilidade, apoiar a recuperação econômica e avançar na reconciliação política” na Venezuela. O governo americano destacou que o compromisso de Washington está centrado em contribuir para uma transição pacífica a um governo democraticamente eleito.
A reaproximação teve início após a captura do presidente Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro deste ano, evento que desencadeou mudanças significativas no país, incluindo a posse da líder interina Delcy Rodríguez. Poucos dias após essa mudança, o governo venezuelano anunciou um “processo exploratório de natureza diplomática” para reabrir canais com Washington.
Para avaliar o retorno gradual das atividades diplomáticas, uma delegação americana chefiada por John McNamara, encarregado de negócios dos EUA na Colômbia, foi enviada a Caracas. No mesmo período, o chanceler venezuelano, Yván Gil, confirmou a abertura de diálogos preliminares que culminaram no acordo de retomada formal das relações nesta quinta-feira.
A aproximação ocorre em meio à guerra no Irã, iniciada por EUA e Israel em 28 de janeiro. O presidente americano declarou esperar uma transição de poder em Teerã “assim como na Venezuela”, enquanto Donald Trump afirmou que seu governo atuará diretamente na sucessão do próximo líder iraniano. Até o momento, o Irã não sinalizou mudanças nesse sentido.






