Da redação
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou em pronunciamento que “não há racionalidade” na sanção dos Estados Unidos ao Brasil, referindo-se à nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, anunciada após decisão confirmada pelos EUA na quarta-feira (15/7). Segundo Vieira, a tarifa resulta de investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, alegando práticas desleais por parte do Brasil.
Vieira explicou que a aplicação da tarifa responde à derrota dos EUA em tribunais quanto às tarifas sobre importados, impostas durante a presidência de Donald Trump. O chanceler declarou: “Não se pode esquecer que a investigação sob a Seção 301 serviu para compensar, legalmente, a derrota do governo dos EUA na Suprema Corte sobre a política unilateral de tarifas”.
O ministro também criticou o que classificou como tentativa de interferência dos EUA no Judiciário brasileiro. Segundo Vieira, “após a carta do presidente Trump ao Presidente Lula, datada de 9 de julho de 2025, as tarifas foram elevadas a 50% por motivos políticos, numa tentativa de interferência no Judiciário brasileiro”. Ele afirmou ainda que Trump ameaçou o Brasil com tarifas mais altas caso o processo contra o ex-presidente não fosse interrompido.
A nova tarifa norte-americana entrará em vigor no dia 22 de julho, excetuando produtos como café, carne bovina, peixe, terras-raras e laranja. Conforme divulgado pelo governo brasileiro após o anúncio dos EUA, será adotada reciprocidade, além de repúdio à medida, contestação à versão apresentada por Marco Rubio e crítica ao envolvimento da família Bolsonaro.




