Da redação
As forças armadas dos Estados Unidos atacaram o Irã pelo nono dia consecutivo nesta segunda-feira (20), em meio a tensões sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, conforme relatos da Guarda Revolucionária Islâmica e do Ministério do Interior do Barein. Os ataques aconteceram após a explosão de dois petroleiros, segundo a Guarda iraniana, elevando as preocupações com o abastecimento global de energia.
A Guarda Revolucionária informou que também disparou mísseis contra aeronaves norte-americanas no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de atingir instalações militares dos EUA em Al-Adiri e na Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait, e na Síria. Sirenes soaram no Barein, enquanto o exército do Kuwait declarou ter interceptado drones iranianos. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou: “Os Estados Unidos continuariam a atacar o Irã enquanto este atacar a navegação comercial global”.
O Comando Central dos Estados Unidos afirmou ter iniciado “uma nova onda de ataques” para “prejudicar” a capacidade do Irã de atingir embarcações comerciais no estreito, sem detalhes adicionais. A agência de notícias iraniana Tasnim relatou que mísseis atingiram cidades iranianas como Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini. O governo do Kuwait declarou que uma usina de dessalinização foi alvo de ataque pelo segundo dia consecutivo.
A disputa se intensificou após o colapso de um acordo de cessar-fogo assinado há um mês, levando à redução do fluxo de navios no estreito, alta no preço do petróleo e aumento das baixas militares. Segundo as Forças Armadas dos EUA, pelo menos 17 militares norte-americanos morreram desde o início do conflito, que começou quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro, alegando o objetivo de neutralizar programas nucleares e de mísseis iranianos.





