Da redação
Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (13) uma recompensa de US$ 10 milhões (R$ 52,5 milhões) por informações que levem à captura de Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, além de outros altos funcionários do governo iraniano. A lista inclui o chefe de segurança Ali Larijani, o ministro da Inteligência Esmail Khatib, o ministro do Interior Eskandar Momeni e dois membros do gabinete de Khamenei.
Segundo o Departamento de Estado, esses indivíduos comandam elementos da Guarda Revolucionária Islâmica, acusada pelos EUA de planejar e executar atos terroristas globalmente. O comunicado orienta interessados a enviar informações via Tor ou Signal e afirma que os informantes podem ser elegíveis para realocação e recompensa financeira, por meio do programa “Recompensas por Justiça”.
Na sexta-feira, Larijani apareceu em vídeos ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chanceler Abbas Araqchi em um comício em Teerã. Também na sexta, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmou que a liderança iraniana estava “acovardada no subsolo” e declarou que Mojtaba está “ferido e provavelmente desfigurado”, sem apresentar provas.
O regime iraniano passou por mudanças após a morte, em 28 de fevereiro, do aiatolá Ali Khamenei, pai de Mojtaba, durante um ataque no início da guerra entre EUA, Israel e Irã. Mojtaba Khamenei não apareceu em público desde que assumiu e, na quinta-feira (12), sua mensagem de promessa de vingança e fechamento do estreito de Hormuz foi lida por uma apresentadora na TV nacional.
Os EUA classificam a Guarda Revolucionária como organização terrorista e acusam o Irã de ataques fatais e planos de assassinato contra o ex-presidente Donald Trump e membros do governo americano. O Irã nega envolvimento com terrorismo e considera as acusações dos EUA como politicamente motivadas.






