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Europa depende dos EUA para se defender, diz chefe da Otan

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Da redação

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou nesta segunda-feira (26), no Parlamento Europeu, em Bruxelas, que a Europa continuará dependente dos Estados Unidos para sua defesa. Rutte alertou que a proposta de criação de um Exército comum europeu “é tudo o que Vladimir Putin gostaria de ouvir” e tornaria as coisas “mais complicadas” para o continente.

As declarações ocorrem em meio a crescentes tensões entre o ex-presidente americano Donald Trump e aliados europeus, inclusive após Trump cobrar mais investimentos em defesa dos membros da Otan, criada em 1949, e criticar a pouca participação da aliança na intervenção no Afeganistão (2001-2021). Atualmente, a Otan reúne 32 países, sendo 30 europeus.

A ideia de Forças Armadas pan-europeias foi defendida pelo chanceler espanhol José Manuel Albares e pelo comissário europeu para Defesa, Andrius Kubilius. Segundo Rutte, a proposta demandaria bilhões de euros em capacidade nuclear e poderia fazer a Europa perder o “guarda-chuva nuclear dos EUA”. Ele afirmou: “Acho que Putin vai amar, então pensem de novo”.

Rutte reforçou que, apesar dos planos americanos para que a Europa assuma maior responsabilidade por sua defesa, países como Alemanha e Polônia já vêm aumentando significativamente seus investimentos no setor. Ele ressaltou, ainda, que a prioridade nas negociações sobre a Groenlândia é fortalecer o papel da Otan, desvinculando o debate da crise na Ucrânia.

Enquanto isso, continuam os diálogos entre Ucrânia, Rússia e EUA para buscar um acordo de paz. O presidente Volodimir Zelenski pediu mais pressão ocidental sobre Moscou e rejeitou ceder territórios à Rússia, cujas forças seguem bombardeando infraestrutura ucraniana. Em Kiev, um alerta aéreo de quatro horas fez a população buscar abrigo no metrô.