Da redação
Líderes europeus pediram aos Estados Unidos “razoabilidade” durante a abertura da Conferência de Segurança de Munique, nesta sexta-feira (13). O presidente francês, Emmanuel Macron, rebateu críticas ao chamarem a Europa de “construção envelhecida” e pediu o fim das “caricaturas” sobre o continente, defendendo que a Europa seja tomada como exemplo, não alvo de ataques.
O chanceler alemão, Friedrich Merz, apelou à restauração da confiança transatlântica com os americanos: “Vamos reparar e revitalizar juntos a confiança transatlântica”, declarou. Merz também revelou ter iniciado discussões confidenciais com Macron sobre dissuasão nuclear europeia. O presidente finlandês, Alexander Stubb, destacou que, apesar de divergências, é possível trabalhar com os EUA em temas como ordem internacional e clima.
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, reforçou a importância do papel europeu na aliança e afirmou: “Uma Europa forte numa Otan forte significa que o vínculo transatlântico será mais forte do que nunca”. Para Macron, é preciso definir claramente tanto as expectativas europeias quanto o que os Estados Unidos estão dispostos a fazer pela região.
A guerra na Ucrânia dominou parte dos debates. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, defendeu uma indústria de defesa europeia forte, em parceria com os EUA. Em paralelo, Moscou, Kiev e Washington terão novo ciclo de negociações terça e quarta-feira em Genebra. Macron e o chanceler alemão indicaram disposição ao diálogo com a Rússia, desde que Moscou demonstre interesse.
Outros temas em destaque foram as tensões com o Irã devido ao programa nuclear, com o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, classificando um eventual acordo como “possível, mas terrivelmente difícil”. Também houve discussões sobre a Groenlândia, cobiçada por Trump, e encontros paralelos incluindo representantes da China e Ucrânia sobre os esforços de paz.








