Da redação
Integrantes da Polícia Federal acompanham com expectativa o julgamento sobre a prisão de Daniel Vorcaro, do Banco Master, realizado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado do julgamento, iniciado nesta sexta-feira (13) e com previsão de término em 20 de junho, pode influenciar diretamente as chances de uma eventual delação premiada do ex-banqueiro. Segundo avaliação interna, a manutenção da prisão aumentaria a possibilidade de colaboração com as investigações, enquanto uma eventual soltura poderia arrefecer tal expectativa.
Na sessão virtual, sem espaço para debates presenciais, a votação depende dos ministros André Mendonça, Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes, após o ministro Dias Toffoli declarar-se impedido nesta quarta-feira (11). A saída de Toffoli — considerado voto contrário à soltura — pode favorecer Vorcaro, já que eventuais empates beneficiam a defesa. Interlocutores afirmam que Nunes Marques e Gilmar Mendes deverão votar apenas na próxima semana.
Vorcaro está detido na Penitenciária Federal de Brasília desde que Mendonça determinou a transferência, baseada em elementos obtidos após extração de dados de seu celular, apreendido em março. Entre as mensagens, há indícios de tentativa de intimidação ao jornalista Lauro Jardim e a suposta manutenção de uma milícia privada, conhecida como “A Turma”, para coagir desafetos. A defesa alega que as mensagens são antigas e que a rotina do presídio federal é mais rígida que a de São Paulo, anterior à transferência.
A Procuradoria-Geral da República, chefiada por Paulo Gonet, pediu mais tempo para análise do caso e não identificou urgência na manutenção da prisão, posição refutada por Mendonça, relator do processo. A decisão do STF ocorre em meio a pressões sobre a Corte devido a revelações sobre conexões entre ministros, o Banco Master e o resort Tayayá, o que pode impactar a imagem da instituição. Até o momento, a defesa de Vorcaro nega qualquer negociação de delação premiada.








