Início Política Ex-assessor de Bolsonaro recebe R$ 3,8 milhões para defender Vorcaro

Ex-assessor de Bolsonaro recebe R$ 3,8 milhões para defender Vorcaro

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Da redação

O ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social do governo Jair Bolsonaro (PL) e ex-assessor do PL, Fabio Wajngarten, atua atualmente na defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, por meio de sua empresa WF Comunicação. Segundo documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado do Senado, a WF Comunicação recebeu pelo menos R$ 3,8 milhões do Banco Master no ano de 2025. Não há informações relativas ao ano de 2026.

Wajngarten foi contratado pelo banco no primeiro semestre de 2025, por indicação dos advogados de Daniel Vorcaro, e desde então, participa de reuniões estratégicas de comunicação para a defesa do ex-banqueiro. “O contrato tem cláusulas de confidencialidade razão pela qual não pode ser publicizado. Além disso, não sou sequer mais politicamente exposto, já que saí de qualquer cargo público há mais de cinco anos”, disse Wajngarten em nota.

Diversos advogados já atuaram na defesa de Vorcaro, entre eles Walfrido Warde, Pierpaolo Bottini, Roberto Podval e Sérgio Leonardo. Atualmente, a defesa é feita por Leonardo e José Luis Oliveira Lima, o Juca. Vorcaro está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília e negocia um acordo de delação premiada. Ele foi detido em novembro passado, durante a Operação Compliance Zero, e o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master.

Wajngarten, conhecido por sua proximidade com Jair Bolsonaro, passou a fazer a gestão da crise de imagem do Banco Master, após deixar cargos públicos e o PL, onde foi demitido em maio de 2025 após divergências políticas internas.

Os documentos da Receita Federal também indicam repasses do Banco Master a escritórios de advocacia e empresas ligadas a Michel Temer, Antônio Rueda, ACM Neto e aos ex-ministros Guido Mantega, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski, além do escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, que recebeu cerca de R$ 80 milhões em 2024 e 2025. Parte dos valores repassados ficou retida devido ao recolhimento de impostos na fonte.