Da redação
Um ex-jogador das categorias de base do Santos, Tairon Trajano, ingressou na Justiça de São Paulo com uma ação contra o clube, cobrando indenização superior a R$ 30 milhões. O processo foi aberto em 2024, e o atleta, que chegou ao Santos em 2018 aos 13 anos, alega ter sofrido uma lesão grave no joelho sob orientação do clube, dando início a uma sequência de problemas físicos que comprometeram sua carreira.
Segundo a ação, após a primeira cirurgia, Tairon assinou contrato de formação com o Santos, mas sofreu nova lesão no joelho poucos meses depois, exigindo novo procedimento cirúrgico. Aos 16 anos, passou por uma terceira cirurgia, resultando em sequelas permanentes e limitação de mobilidade. O ex-jogador afirma que a dispensa, ocorrida em 2023, ocorreu sem o devido suporte do clube.
Tairon também sustenta que, enquanto menor de idade, recebia cerca de R$ 4 mil mensais, sob o título de “bolsa atleta” e “auxílio moradia”. Ele afirma que os contratos possuíam cláusulas consideradas abusivas, como multa rescisória de R$ 13 milhões, válida apenas em caso de interesse de outro clube, sem contrapartida para o jogador.
Outro ponto destacado é o seguro por lesão grave, previsto em contrato, com valor estipulado de R$ 100 mil, que, conforme Tairon, nunca foi efetivado pelo Santos. O ex-atleta diz ainda que arcou sozinho com despesas médicas, fisioterapia e contratação de profissionais para tentar retomar a carreira.
A ação judicial reúne pedidos por danos morais e materiais, lucros cessantes, descumprimento contratual, ausência de seguro, gastos médicos e cláusulas abusivas. Tairon argumenta que as lesões inviabilizaram sua carreira e que foi prejudicado por informações negativas e pela reprovação em avaliações em outros clubes, totalizando uma cobrança superior a R$ 30 milhões.






