Da redação
O tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, ex-comandante da Força Aérea Brasileira, rebateu declaração pública do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que o acusou de fazer campanha para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em mensagem publicada no X, Baptista classificou a afirmação como “leviandade” e afirmou que o senador buscou fugir de uma pergunta feita durante uma sabatina realizada na Globo.
De acordo com Baptista, Flávio Bolsonaro teria feito a declaração após ser questionado sobre relatos de ex-comandantes das Forças Armadas a respeito das tentativas de ruptura institucional no final do governo Jair Bolsonaro. Baptista, que comandava a Aeronáutica na época, relatou ao Supremo Tribunal Federal que resistiu a pressões para que os militares aderissem a um plano para impedir a posse de Lula.
Na publicação, Baptista negou que tenha pedido votos para Lula e sugeriu que Flávio aguardasse o lançamento de seu livro “Eu Disse Não! Uma trincheira antigolpista”, antes de fazer novas afirmações sobre sua atuação naquele período. Baptista ainda provocou o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, ao recomendar que ele não adote condutas agressivas.
No depoimento ao Supremo Tribunal Federal, Baptista relatou reuniões nos últimos meses do governo Bolsonaro nas quais foram discutidas medidas de exceção e uma minuta golpista. Segundo ele, o general Marco Antônio Freire Gomes alertou Bolsonaro sobre o risco de prisão e o almirante Almir Garnier teria colocado tropas da Marinha à disposição do plano.



