Da redação
Em entrevista ao canal Kiwi Talkz, Nate Purkeypile, ex-desenvolvedor da Bethesda, afirmou que esperar remakes completos de grandes RPGs como The Elder Scrolls V: Skyrim ou Fallout, nos moldes dos realizados pela Capcom em Resident Evil, não é realista. Segundo ele, a complexidade dos sistemas de mundo aberto da Bethesda torna esse trabalho muito mais difícil que nas experiências lineares e controladas dos clássicos remakes da Capcom.
“O sucesso dos remakes de Resident Evil vem do fato de serem experiências totalmente refeitas em ambientes delimitados, enquanto jogos da Bethesda são definidos por mundos abertos massivos e inúmeros sistemas interligados”, explicou. Purkeypile destacou que fatores como inteligência artificial, física, missões e a liberdade do jogador tornam o processo bem mais complexo. “Tentar fazer tudo se comportar da mesma forma… eu não desejaria isso para ninguém”, resumiu.
Por isso, a Bethesda opta por remasters, atualizando gráficos e desempenho, mas mantendo a estrutura original dos jogos. Um exemplo é The Elder Scrolls IV: Oblivion Remastered, que modernizou o clássico de 2006 usando a Unreal Engine, mas preservando grande parte de seus sistemas de jogo.
Purkeypile vê a decisão como mais prática para títulos de grande escala: “Na maior parte, é como uma nova camada visual sobre a mesma estrutura.” Segundo ele, refazer completamente jogos como Skyrim ou Fallout 4 seria “atraente”, mas pouco viável diante do tamanho desses projetos.
A fala de Purkeypile ganha peso diante de sua experiência: ele foi artista de mundo em Fallout 3, Fallout 4 e The Elder Scrolls V: Skyrim, e artista chefe em Fallout 76. Enquanto isso, a Bethesda está ocupada com o desenvolvimento de The Elder Scrolls VI, anunciado há quase oito anos, evidenciando a complexidade dessas produções.







