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Ex-general Roberto Vannacci deixa coalizão e lança movimento à direita de Meloni


Da redação

Roberto Vannacci, ex-general do Exército, deixou a coalizão do governo da primeira-ministra Giorgia Meloni para fundar o Futuro Nacional, partido de direita que exalta identidade italiana, família tradicional e defende a deportação forçada de estrangeiros. O movimento, criado após sua saída da Liga, liderada pelo vice-premiê Matteo Salvini, tem como objetivo disputar as próximas eleições nacionais na Itália.

Segundo pesquisas divulgadas, o Futuro Nacional atingiu 5,3% das intenções de voto, igualando-se à Liga e já atraindo oito parlamentares de partidos governistas. O avanço de Vannacci é apontado como fator de desequilíbrio na coalizão de Meloni, que soma atualmente 41,5% nas sondagens, contra 41,9% da oposição de centro-esquerda e do Movimento Cinco Estrelas.

Nas últimas semanas, Vannacci esteve no centro dos debates públicos devido a declarações homofóbicas, machistas e xenófobas. Ele afirmou ser contrário ao crime de feminicídio e questionou a existência de direitos específicos para pessoas LGBTQIA+. O cientista político Piero Ignazi, da Universidade de Bologna, avalia que “Vannacci é um problema para a coalizão de direita, se conseguir levar adiante seu movimento”.

Vannacci iniciou carreira política após publicar, em 2023, o livro autopublicado “Il Mondo al Contrario”, classificado como coleção de insultos racistas e homofóbicos. Na eleição para o Parlamento Europeu de 2024, obteve 550 mil votos, ficando em segundo lugar na Itália. Atualmente, integra o grupo Europa das Nações Soberanas ao lado de partidos como o Alternativa para a Alemanha, que também apoia a remigração.