Da redação
A ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ángela Vivanco, foi presa na noite de domingo (24), em Santiago, pela polícia chilena. Destituída do cargo em outubro de 2024, Vivanco é investigada pelo Ministério Público por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do caso conhecido como “trama belarrusa”.
A investigação envolve decisões judiciais que beneficiaram o consórcio chileno-belorrusso Belaz Movitec e causaram prejuízo de cerca de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões) à estatal Codelco. A ex-magistrada, que foi ministra entre 2018 e 2024, nega ter recebido pagamentos ilícitos durante seu período no tribunal, quando também substituiu o então presidente Sergio Muñoz.
Vivanco foi detida em sua casa e saiu algemada, cobrindo as mãos com as roupas. Segundo a mídia local, a prisão era esperada, já que as investigações tramitam há mais de um ano. O caso também engloba seu companheiro, Gonzalo Migueles, preso desde outubro de 2023, além dos advogados Eduardo Lagos e Mario Vargas, ligados à Movitec, que permanecem detidos na penitenciária Capitán Yáber.
De acordo com a investigação, a relação entre Vivanco, Migueles e os advogados não foi declarada durante o processo, o que agravou a crise no Judiciário chileno. A destituição da ex-porta-voz do tribunal ocorreu após seu nome aparecer em mensagens de outro caso, e a Suprema Corte apontou irregularidades funcionais e conduta inadequada.
O presidente da Suprema Corte em 2024, Ricardo Blanco, afirmou: “Ángela Vivanco Martínez não teve um bom comportamento no exercício de suas funções, estabelecendo-se sua remoção”. Já a porta-voz do governo, Camila Vallejo, classificou o episódio como “o maior caso de corrupção da história recente” do Chile.





