Início Mundo Executivo afirma que YouTube não buscar criar vício, e sim ‘gerar valor’

Executivo afirma que YouTube não buscar criar vício, e sim ‘gerar valor’


Da redação

O julgamento histórico que discute o vício em redes sociais foi retomado nesta segunda-feira (26) em Los Angeles, com o depoimento de Christos Goodrow, vice-presidente de Engenharia do YouTube. Goodrow declarou que a plataforma “não foi desenhada para maximizar o tempo” dos usuários assistindo a vídeos, mas “para gerar o maior valor possível”.

Este é o primeiro de uma série de processos movidos por famílias americanas contra gigantes das redes sociais. No centro da ação está a acusação de que Google (proprietária do YouTube) e Meta (Facebook e Instagram) desenharam produtos digitais para induzir o consumo compulsivo entre jovens.

No último dia 18, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, também depôs na corte. O advogado Mark Lanier, que representa a família demandante, afirmou que a remuneração dos executivos está atrelada ao valor das ações das empresas, sugerindo que eles se beneficiam financeiramente de um uso mais intenso das plataformas.

Durante o depoimento, Goodrow detalhou recursos como a reprodução automática de vídeos, anúncios e a oferta do YouTube Kids. Lanier destacou que iniciativas como essas incentivam uma busca contínua por novos conteúdos. Ele também citou documentos internos da empresa que mencionavam pesquisas externas sobre os efeitos nocivos do uso excessivo.

O júri deve apresentar uma decisão até o fim de março sobre a responsabilização da Meta e do YouTube pelos problemas de saúde mental de Kaley G. M., 20 anos, usuária frequente desde a infância. O caso pode abrir precedente para milhares de ações similares. TikTok e Snapchat, também citados no processo, fecharam acordo com os demandantes antes do julgamento.