Da redação
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, defendeu nesta terça-feira (10) o “saudável distanciamento das partes e dos interesses em jogo” por parte dos magistrados e intensificou ações para conter a crise relacionada ao Banco Master. Fachin tem mantido conversas com o relator do caso, André Mendonça, a quem disponibilizou apoio e reforçou a equipe do gabinete, além de retomar internamente o debate sobre o código de ética do STF, tema sob relatoria da ministra Cármen Lúcia.
Durante reunião com presidentes de tribunais superiores, Fachin reconheceu “um momento de tensão”, sem citar diretamente o inquérito ligado ao Master ou os desgastes dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Fachin afirmou que a imparcialidade dos juízes é essencial para a justiça social, afirmando: “A Justiça não pode ficar aprisionada em interesses paroquiais, conveniências econômicas ou cálculos políticos”.
A renovação do debate sobre o código de conduta ocorre após mensagens trocadas por Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Master, virem à tona — o ministro nega ter recebido os textos. Fachin já havia indicado Cármen Lúcia para relatar o código de ética em 2 de fevereiro, ressaltando a necessidade de resposta à sociedade, embora o tema enfrente resistência interna.
Fachin também comentou sobre remuneração dos magistrados. Após Flávio Dino suspender penduricalhos e limitar salários ao teto constitucional em 5 de fevereiro, Fachin afirmou que privilégios só resistem com confiança pública e devem estar dentro dos limites constitucionais, destacando que “o Judiciário não pode sair deste momento menor do que entrou”.
Além disso, Fachin tem acompanhado de perto casos de maior repercussão, mantendo diálogo frequente com Mendonça e outros ministros, como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, e autorizando reforço no gabinete do relator para dar conta do volume de trabalho envolvendo tanto o caso Master quanto o inquérito de fraudes no INSS.








