Da redação
O Governo do Distrito Federal (GDF) anunciou que vai recorrer da decisão judicial que impede o uso da Gleba A, localizada na Serrinha do Paranoá, na lei de capitalização do Banco de Brasília (BRB). A liminar foi concedida na noite deste domingo (22/3) pela Vara de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Fundiário do DF.
A Gleba A está incluída, juntamente com outros oito imóveis, na Lei de recuperação econômica e financeira do BRB, aprovada pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Segundo a decisão do juiz Carlos Frederico Maroja, além de ser uma área de relevância ecológica, havia o risco de o terreno ser vendido por um valor abaixo do mercado devido à pressa do BRB em captar recursos, o que poderia gerar prejuízo ao patrimônio público.
“O que me espanta é a falta de compromisso dos autores com o BRB. Todos de oposição só estão pensando nas eleições. Eu fiz minha parte arrumando a saída viável”, afirmou o governador Ibaneis Rocha (MDB) ao Correio ao comentar as críticas sobre o tema.
No despacho, o magistrado proibiu qualquer ato de alienação, oneração ou oferta da Gleba A da Serrinha do Paranoá, sob pena de multa de até R$ 500 milhões. Maroja também ressaltou que a região é remanescente do bioma cerrado e faz parte de um corredor ecológico de fauna silvestre.
A disputa sobre o uso da Gleba A marca mais um capítulo na polêmica em torno da recuperação financeira do BRB e da preservação ambiental no DF, enquanto governo e oposição travam embate sobre a melhor solução para o futuro do banco.





