Da redação
O advogado da família do adolescente Rodrigo Castanheira, morto aos 16 anos em Brasília no sábado (7), afirmou que o piloto Pedro Turra orquestrou uma “emboscada cruel” contra o jovem. A declaração foi divulgada por Albert Halex, representante da família, e contrasta com a versão apresentada por Turra à polícia, que alegou uma briga motivada por um chiclete. “A vida de Rodrigo foi brutalmente interrompida por uma emboscada cruel, orquestrada por Pedro Turra e seus comparsas, que agiram de forma covarde e premeditada”, disse Halex, em nota.
Turra, piloto da Fórmula Delta, foi preso preventivamente em 30 de janeiro, após ter sido detido em flagrante no dia da briga, em 23 de janeiro, e liberado no dia seguinte mediante pagamento de R$ 24 mil em fiança. O adolescente morreu após sofrer traumatismo craniano, diagnosticado no Hospital Brasília Águas Claras, que informou que Rodrigo teve morte cerebral no dia 7. “Apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais”, diz nota do hospital.
Em depoimento à Polícia Civil, Turra relatou que ele e amigos tinham o costume de jogar chiclete em outras pessoas. No incidente, ao jogar um chiclete em um amigo da vítima, iniciou-se uma briga entre Turra e Rodrigo. Segundo o piloto, tentou separar-se do adolescente, mas, diante das agressões, acabou empurrando-o, provocando sua queda e o ferimento fatal.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Turra pediu perdão à família da vítima e afirmou estar arrependido. “Nunca imaginei que isso ia acontecer, não tenho palavras para descrever o quão arrependido eu estou”, declarou.
A Fórmula Delta anunciou o desligamento de Turra da competição e afirmou não compactuar com violência. A Polícia Civil realizou operações de busca e apreensão em Park Way e Águas Claras, apreendendo objetos que serão analisados na investigação, que segue em andamento.





