Da redação
Familiares, amigos e entidades realizaram uma missa no Santuário do Senhor do Bonfim, em Salvador, para marcar os três anos da morte de Mãe Bernadete, liderança quilombola assassinada na comunidade de Pitanga dos Palmares, em Simões Filho (BA), com 25 tiros. O ato cobrou justiça para o caso.
O legado da ativista continua mobilizando sua família. Wellington Pacífico, neto de Mãe Bernadete e integrante do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, ingressou no curso de direito com o objetivo de defender a família e comunidades quilombolas do estado. Segundo ele, busca preservar a memória da avó e transformar o luto em luta.
De acordo com Pacífico, os acusados pela morte de Mãe Bernadete estão presos. Arielson da Conceição dos Santos, apontado como executor, foi condenado a mais de 40 anos de prisão, enquanto Marílio dos Santos, acusado de envolvimento no planejamento, recebeu pena de 29 anos e nove meses. Outros três acusados aguardam julgamento, ainda sem data confirmada pelo Tribunal de Justiça da Bahia.
A Conaq, Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, exige punição aos acusados e cobra proteção efetiva às lideranças quilombolas. Segundo levantamento da entidade, entre 2016 e 2024 ao menos 22 mulheres foram mortas e 33, ameaçadas de 2021 a 2023. Apenas 12,6% dos mais de 1 milhão de quilombolas vivem em territórios demarcados.





