Da redação
A inteligência artificial foi o foco principal da 3ª edição de 2026 do Fecomércio-RS Debate, realizada na manhã de quinta-feira (23/04) na Casa do Comércio Gaúcho, em Porto Alegre. O evento reuniu empresários, especialistas e autoridades para discutir o impacto das tecnologias emergentes nas operações e estratégias empresariais.
Na abertura, Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, afirmou que a inteligência artificial já é uma realidade concreta nas empresas. Segundo ele, “a tecnologia, por si só, não transforma negócios, o que os transforma é a forma como utilizamos essas ferramentas para gerar valor real”.
Representando o Governo do Estado, Sandro Kirst destacou a importância do diálogo entre academia, mercado e sociedade civil para potencializar a inovação. Kirst afirmou: “Precisamos dialogar com academia, mercado e sociedade civil para trazer inovação, ciência e tecnologia que melhorem a vida do cidadão. A inteligência artificial é um processo sem volta”.
O debate, mediado por Gelson Junqueira, abordou desafios na execução da transformação digital nas empresas. Carolina Filippelli de Morais explicou que digitalizar documentos não é suficiente e que é necessário repensar processos e cultura. “97% dos consumidores buscam produtos e serviços online antes de comprar. A venda começa no sofá de casa”, disse.
João Lorentz ressaltou que 67% dos clientes não retornam após experiência negativa e destacou soluções digitais para otimização de processos. Rafael Souza alertou que a inteligência artificial amplia tanto acertos quanto falhas, dependendo da estrutura da empresa, pontuando que a adoção tecnológica exige organização interna.
O público participante levantou discussões sobre educação, ritmo das mudanças e efeitos nos relacionamentos humanos. Os painelistas reforçaram a qualificação contínua como essencial e destacaram o equilíbrio entre tecnologia e interação humana para o sucesso dos negócios. O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac representa 74,9% dos estabelecimentos gaúchos, gerando 1,7 milhão de empregos formais no Estado.





