Da redação
O Flamengo apresentou ao Supremo Tribunal Federal pedido para atuar como amicus curiae em ao menos duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a medida provisória com novas restrições ao setor de apostas esportivas. Segundo o clube, a mudança pode provocar impacto financeiro significativo.
De acordo com a diretoria, a suspensão dos contratos com empresas de apostas pode resultar em prejuízo estimado em R$ 430 milhões. O presidente Luiz Eduardo Baptista afirmou buscar alternativas de patrocínio, mas avalia que os novos acordos dificilmente atingirão os mesmos valores. “Vamos buscar alternativas, novos patrocinadores, mas os valores serão muito abaixo dos atuais”, disse.
O Flamengo apoia o pedido de liminar apresentado pela Associação Nacional de Jogos e Loterias e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável para suspender as novas restrições enquanto as ações tramitam. Caso o clube seja autorizado pelo Supremo, poderá apresentar documentos e manifestações durante o julgamento conduzido pelo ministro Luiz Fux.
O clube argumenta que o prazo limitado para remoção das marcas impacta contratos firmados anteriormente, produção de uniformes e campanhas publicitárias, além de afetar recursos destinados a esportes olímpicos. O Flamengo também inclui preocupação com possíveis migrações para sites de apostas ilegais, defendendo que o debate judicial leve em conta efeitos econômicos e sociais das restrições impostas.



