Da redação
Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) protagonizaram movimentações nesta segunda-feira (15) que expuseram reposicionamentos e divisões no campo da direita. Enquanto Flávio defendeu o Bolsa Família em São Paulo e anunciou nova equipe econômica, Zema enfrentou crise partidária após atritos no diretório catarinense do Novo.
Ao participar de fórum em São Paulo, o senador Flávio Bolsonaro buscou ampliar sua base, legitimando o Bolsa Família e dizendo que “ninguém tem o direito de tocar ou acabar com esse programa”. Ele rebateu estigmas sobre os beneficiários e declarou que o auxílio é fundamental para populações vulneráveis.
Além da mudança de tom no discurso social, Flávio estruturou propostas econômicas ao anunciar Daniella Marques, ex-presidente da Caixa, como estrategista do setor em sua pré-candidatura. Na sequência, iniciou visita de três dias em Minas Gerais, buscando fortalecer sua relação com o empresariado e lideranças locais.
Enquanto isso, Romeu Zema enfrentou desgaste político após o diretório do Novo em Santa Catarina desconvidá-lo de evento e condicionar apoio a uma “mudança drástica” em sua comunicação. O mal-estar teve origem em críticas públicas de Zema à aproximação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal.
Zema reagiu afirmando desejar amenizar as divergências, mantendo o compromisso com a unidade da direita para enfrentar o PT. Mesmo com desconfortos, declarou que seu foco permanece em superar disputas internas e defender uma candidatura competitiva no campo conservador.
No mesmo fórum em São Paulo, Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, aproveitou o momento de instabilidade dos adversários para se colocar como “via de oposição mais consistente”. Segundo ele, o desgaste de Flávio e o imbróglio envolvendo o Banco Master abrem espaço para que se consolide como principal adversário do presidente Lula.





