Da redação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, afirmou que Eduardo Bolsonaro não assumirá o comando do Ministério das Relações Exteriores caso seja eleito. Na mesma entrevista, o parlamentar evitou dizer se dará um posto no governo ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo Flávio, Eduardo vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e sofre “perseguição do Judiciário brasileiro”. Sobre a possibilidade de nomear o irmão para a chefia da diplomacia, disse apenas: “Não será chanceler”. Quanto ao pai, criticou o julgamento que resultou em sua prisão e afirmou: “O meu pai vai ser você, o povo brasileiro”. O senador acrescentou: “O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo. Nunca sugeriu que queria trabalhar no governo. Não está no radar (que ele tenha um cargo)”.
Na área econômica, Flávio rejeitou sugestões que circulam entre integrantes do mercado financeiro e assessores. O candidato afirmou que manterá a valorização real do salário mínimo e que não mudará os pisos constitucionais de investimentos em Saúde e Educação. Prometeu propor o fim da reeleição, argumentando que “só precisa de um mandato para começar a consertar o Brasil”.
Indagado sobre o pedido de recursos a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a cinebiografia de Jair Bolsonaro, Flávio afirmou se tratar de “dinheiro privado para um filme privado”. O senador não informou o destino dos valores enviados ao fundo Havengate, no exterior, nem explicou a diferença entre o custo estimado da produção e os R$ 134 milhões solicitados.




