Por Alex Blau Blau
Aliados minimizam possíveis efeitos da investigação e destacam crescimento do senador nas pesquisas presidenciais
A campanha de Flávio Bolsonaro tenta reduzir o impacto político da operação da Polícia Federal que atingiu, na quinta-feira, pessoas relacionadas à produção de Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo aliados, a avaliação interna é de que a ação, até o momento, não provocou efeitos significativos sobre a candidatura.
O principal motivo para o otimismo está nos números das pesquisas eleitorais mais recentes. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta semana mostra avanço de Flávio tanto na disputa de primeiro turno quanto nas simulações para a segunda etapa da eleição.
Na primeira rodada, o senador passou de 34% para 37,4%, enquanto Lula permaneceu com 43%. A diferença entre os dois caiu de nove para 5,6 pontos percentuais.
No cenário de segundo turno, Flávio também apresentou crescimento, chegando a 46,4%. Lula apareceu com 46,2%, resultado que representa empate técnico considerando a margem de erro de um ponto percentual.
Outro levantamento, divulgado pela Quaest no início da semana, também mostrou proximidade entre os dois nomes em uma eventual disputa direta: ambos registraram 41%.
Diante desse cenário, aliados de Flávio avaliam que a estratégia eleitoral deve continuar concentrada no crescimento apresentado nas pesquisas, enquanto o candidato mantém o discurso relacionado a Dark Horse e aos acontecimentos envolvendo a produção do filme.





