Da redação
O senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarou que seu escritório de advocacia não aceitou prestar serviços para a empresa Copenhagen Consultoria e Assessoria S.A, apontada como suposta empresa de fachada por Daniel Vorcaro. A afirmação foi feita em vídeo publicado nas redes sociais. Segundo Bolsonaro, ele precisou esclarecer a situação por não ter recebido valores da Copenhagen.
No vídeo, o senador criticou a reportagem que tratou do caso, acusando o veículo de comunicação de “tentar marginalizar a advocacia”. Flávio afirmou: “Tem muita gente incomodada com minha candidatura (…) Em outra oportunidade, eu não aceitei para essa empresa chamada Copenhaguen, que supostamente foi usada por Vorcaro para fazer pagamentos para algumas pessoas”. Ele também negou ser investigado e reforçou que “as notas fiscais foram canceladas do meu escritório, então não teve prestação de serviço. Não teve absolutamente nada de errado”.
De acordo com os documentos, o escritório de Flávio emitiu e cancelou duas notas fiscais, cada uma no valor de R$ 500 mil, em favor da Copenhagen. As notas foram emitidas e canceladas no mesmo dia, quando Daniel Vorcaro já teria realizado aportes milionários na empresa. Posteriormente, uma terceira nota foi emitida no valor de R$ 500 mil para a Contábil Correa, sem registro de cancelamento.
As empresas Copenhagen e Contábil Correa têm como ligação Rogério Lourenço Novo, que aparece nos registros como diretor responsável pela Copenhagen e único sócio da Contábil Correa. Além disso, Rogério integra o conselho fiscal da Ambipar, empresa relacionada ao grupo de Daniel Vorcaro. Conforme apuração, Daniel Vorcaro transferiu R$ 58 milhões à Copenhagen, sendo os primeiros aportes de R$ 11,2 milhões realizados logo após a abertura da consultoria.




