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Flávio Bolsonaro pede aos EUA pressão diplomática nas eleições brasileiras


Da redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participou neste sábado (28/3) da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC) em Dallas, Texas. Em sua fala, Flávio pediu que os Estados Unidos exerçam “pressão diplomática” sobre as eleições brasileiras. “Meu apelo aqui, não só aos Estados Unidos, mas ao mundo inteiro, é que observem as eleições brasileiras com muita atenção… monitorem a liberdade de expressão do nosso povo e exerçam pressão diplomática para que nossas instituições funcionem adequadamente”, declarou.

Flávio estava acompanhado do irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está autoexilado nos EUA há mais de um ano. Eduardo apresentou Flávio como futuro presidente do Brasil e registrou a participação do irmão em vídeo da plateia.

Durante o discurso, Flávio criticou o presidente Lula, afirmando que ele tem interesses contrários aos dos EUA, e citou a oposição petista às ações de Donald Trump na Venezuela, Irã, Cuba e ao combate ao tráfico de drogas. O senador também mencionou a resistência do Brasil em classificar facções criminosas como terroristas.

O senador acusou ainda o ex-presidente Joe Biden de interferir nas eleições brasileiras de 2022, alegando que teria agido para eleger o que chamou de “socialista que odeia a América”, referindo-se a Lula. Ele também mencionou seu pai, Jair Bolsonaro: “Meu pai está preso esta noite pelas mesmas crenças que vocês, mas o sacrifício dele não será em vão”.

Flávio defendeu que os EUA priorizem a exploração de terras raras no Brasil, em vez de depender da China. Segundo ele, o país asiático controla 70% da mineração mundial e mais de 90% do refino e processamento desses minerais, essenciais para tecnologia e defesa. “Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível… e a segurança nacional se torna vulnerável”, afirmou.