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Flórida processa OpenAI e Sam Altman por riscos do ChatGPT a menores


Da redação

O procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, ingressou com uma ação civil nesta segunda-feira, 1º de julho, contra a OpenAI e seu diretor-executivo, Sam Altman. A ação, movida nos Estados Unidos, acusa a empresa de expor jovens usuários a riscos e estimular comportamentos prejudiciais através do ChatGPT.

Segundo Uthmeier, a OpenAI não implementa mecanismos eficazes de verificação de idade, o que permitiria a crianças e adolescentes acessarem e usarem o chatbot sem restrições. O procurador declarou que a iniciativa visa proteger menores, alegando que pais são levados a acreditar, erroneamente, que a ferramenta é segura.

Durante coletiva de imprensa, Uthmeier afirmou: “Hoje anunciamos que recentemente apresentamos uma ação civil monumental contra Sam Altman e o ChatGPT por colocarem nossas crianças em perigo e enganarem os pais, fazendo-os acreditar que se trata de um aplicativo seguro para uso; claramente não é.” Ele mencionou ainda que o ChatGPT teria características que podem tornar o serviço viciante.

A ação também cita um relatório do Centro para Combater o Ódio Digital (CCDH), no qual o ChatGPT, em conversas com pesquisadores que se passavam por adolescentes, forneceu orientações sobre temas sensíveis, como esconder distúrbios alimentares e planejamento de automutilação. Conforme o documento, tais práticas evidenciam riscos para o público jovem.

O documento judicial faz referência, ainda, a um estudo da Universidade Drexel sobre outros chatbots concorrentes, relacionando o uso intensivo por adolescentes à perda de sono, queda no desempenho acadêmico e diminuição da interação social. Uthmeier afirmou que “a OpenAI, seu ChatGPT e Sam Altman, pessoalmente, são responsáveis por um valor que pode potencialmente chegar a bilhões de dólares”.

A OpenAI ainda não respondeu ao pedido de comentário sobre o caso. A empresa proíbe oficialmente o uso do ChatGPT por menores de 13 anos e condiciona o acesso de adolescentes entre 13 e 17 anos à autorização dos pais. Em janeiro, passou a adotar um sistema automatizado que tenta estimar a idade dos usuários, aplicando proteções adicionais quando identifica perfis de menores.