Da redação
Em Paris, França e Reino Unido assinaram nesta terça-feira (6) um acordo com a Ucrânia para enviar uma força de paz ao país, caso haja um cessar-fogo com a Rússia. O pacto representa uma vitória para o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, mas sua implementação depende do apoio dos Estados Unidos, que, segundo o plano, serão os fiadores militares e monitores dos termos de uma eventual trégua.
O anúncio ocorreu durante reunião da Coalizão dos Dispostos, grupo de países que apoia o esforço de guerra de Kiev, com a presença dos EUA. As discussões continuam nesta quarta-feira (7). O negociador-chefe americano, Steve Witkoff, afirmou que os “protocolos de segurança” para o pós-guerra estão “quase todos finalizados”, mas não confirmou os detalhes revelados pelos europeus.
Witkoff declarou que “estamos dispostos a fazer tudo pela paz” e destacou o potencial “acordo de prosperidade” para os EUA no período pós-conflito. Jared Kushner, conselheiro de Donald Trump, chamou o encontro de “marco” nas garantias de segurança. Segundo líderes como Emmanuel Macron (França) e Giorgia Meloni (Itália), a Ucrânia também receberá um seguro baseado no artigo 5 da Otan, que prevê defesa mútua após ataque.
Macron e Zelenski afirmaram que, mesmo sem envolvimento direto dos EUA em ações terrestres, haverá monitoramento americano do processo. Em 2024, quando sugeriram pela primeira vez a força de paz, Macron e o premiê britânico Keir Starmer foram ameaçados nuclearmente por Vladimir Putin, que rejeita tropas da Otan na Ucrânia.
O acordo aumenta a pressão sobre Putin, que, apesar dos ganhos militares recentes, resiste à proposta. Caso os EUA apoiem fortemente o plano, isso confirmaria temores russos sobre uma postura mais dura de Trump na questão ucraniana. Até agora, Washington vinha favorecendo as posições russas, inclusive sobre a ocupação de 20% do território ucraniano.





