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França pede apoio militar aos países da UE para operações no exterior

20151117080045571364aPaís pede ações no Iraque e na Síria, assim como em operações militares na África.

Bruxelas, Bélgica – A França pediu nesta terça-feira (17/11) apoio dos demais países da União Europeia (UE) na luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria, assim como em operações militares no exterior, sobretudo na África. “A França não poderá estar sozinha nestes cenários de operações contra os jihadistas”, disse o ministro da Defesa Jean-Yves Le Drian em uma reunião com seus colegas do bloco em Bruxelas, segundo uma fonte de sua equipe.

“A França pede a seus sócios europeus apoio, de maneira bilateral, na medida de suas possibilidades, na luta contra o Daesh (acrônimo em árabe do EI) no Iraque e na Síria”, disse Le Drian, de acordo com a mesma fonte. O ministro também pediu “uma participação militar maior dos Estados membros nos cenários de operações nos quais a França está mobilizada”, principalmente na África. Tropas francesas participam na luta contra os grupos jihadistas no Sahel africano e bombardeiam posições do EI no Iraque e na Síria.

Michel Euler/AFP

A reunião acontece poucos dias depois dos atentados reivindicados pelo EI que deixaram 129 mortos em Paris. O presidente francês, François Hollande, antecipou em um discurso na segunda-feira no Parlamento que pretende solicitar ajuda aos sócios da UE, invocando o artigo 42-7 da União Europeia.

Esta é a primeira vez que se invoca este artigo, similar ao artigo 5 da Otan, que serviu de amparo aos Estados Unidos após os atentados de 11 de setembro de 2001 para que a Aliança Atlântica atuasse no Afeganistão. O recurso a este artigo “tem um alcance simbólico”, disse outra fonte da equipe do ministro. “Os países da UE poderiam assim participar mais concretamente na luta contra o terrorismo, mesmo que seja com a oferta de uma contribuição ao Exército francês nos locais em que está mobilizado”, completou.

“A França pede ajuda neste momento difícil, quando a UE é atacada”, afirmou a chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, segundo a fonte da equipe do ministro francês.

Fonte: Correio Braziliense