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França registra novos protestos contra custo de vida e condições na educação


Da redação

Manifestantes protestaram em diversas cidades da França contra o aumento do custo de vida e em apoio às reivindicações de estudantes do ensino médio por melhores condições na educação. O movimento teve como foco também renovar a mobilização dos “coletes amarelos”, grupo que surgiu em 2018 contra a injustiça social.

De acordo com o ministro do Interior da França, Laurent Nuñez, centenas de ações de protesto e mais de 80 marchas ocorreram pelo país, incluindo bloqueios, manifestações de rua e reuniões espontâneas. Em Marselha, manifestantes invadiram a prefeitura, conforme informou o canal France 24. Em Paris, houve marcha partindo da Praça da República.

Grupos estudantis, que realizam protestos desde meados de setembro, incentivaram a adesão ao movimento. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), um dos principais sindicatos franceses, apoiou os protestos. A entidade defendeu salários e aposentadorias mais altos, preços mais baixos e a proteção dos serviços públicos para a população.

O presidente Emmanuel Macron solicitou calma, respeito às pessoas e ao patrimônio em meio a alertas sobre possíveis episódios de violência. Macron afirmou que o direito constitucional de protestar deve ser respeitado, mas ressaltou que “esse direito traz consigo a necessidade de respeitar as pessoas, respeitar o patrimônio e, portanto, o compromisso de não insultar nem destruir”.