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Funcionária expõe detalhes da atuação de técnicos investigados por mortes em UTI do DF


Da redação

Dois meses após a descoberta dos crimes, uma funcionária do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), detalhou em depoimento à investigação a atuação de três técnicos de enfermagem suspeitos de provocarem a morte de pacientes internados. Segundo a testemunha, um dos profissionais exercia forte influência sobre uma colega com menos experiência, que costumava seguir suas orientações durante os plantões.

A funcionária citou o caso específico de Miranilde Pereira, paciente que deu entrada no hospital com quadro respiratório estável, mas apresentou rápida piora, morrendo após sucessivas paradas cardiorrespiratórias de origem desconhecida. Conforme seu relato, os sintomas evoluíram rapidamente para falência de múltiplos órgãos.

Ainda segundo o depoimento, um desinfetante hospitalar, disponível nos quartos, teria sido utilizado de maneira irregular em procedimentos realizados pelos técnicos investigados.

A testemunha descartou a hipótese de que as mortes tenham ocorrido para desocupar leitos, argumentando que o hospital é grande e possui capacidade de atendimento suficiente. Ela também disse não acreditar em relação dos crimes com possível doação de órgãos.

Após a revelação dos casos, segundo a funcionária, a categoria da enfermagem enfrenta ainda mais desvalorização e muitos trabalhadores passaram a sofrer hostilidade e retaliações dentro do hospital.