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Fundação Araucária investe R$ 51 milhões em pesquisa de genômica no agronegócio paranaense


Da redação

A Fundação Araucária lançou os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) Agrogenômica Feijão, Agrogenômica Soja e Microbioma de Solos, além da Rede Multiusuária de Equipamentos em Agrogenômica. A iniciativa conta com investimentos acima de R$ 51 milhões e reúne universidades, centros de pesquisa e representantes do setor produtivo do Paraná em uma rede colaborativa para promover soluções inovadoras no agronegócio, segundo a Fundação.

Ramiro Wahrhaftig, presidente da Fundação Araucária, afirmou que os NAPIs são instrumentos essenciais para articular ciência e desenvolvimento, promovendo a integração entre universidades, institutos de pesquisa, governo e setor produtivo. Evaldo Ferreira Vilela, top manager da Fundação, disse que “a iniciativa integra diferentes competências científicas e institucionais para acelerar o desenvolvimento de soluções inovadoras capazes de responder aos desafios da agricultura paranaense”.

Ivan Carlos Vicentim, coordenador de Ciência e Tecnologia da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, avaliou que os NAPIs mostram sintonia entre a pasta, a Fundação e as universidades. Já Luiz Márcio Spinosa, diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, destacou que os NAPIs se consolidaram como estratégia central do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, servindo como modelo de cooperação para ampliar a geração de conhecimento e de soluções tecnológicas.

O NAPI Agrogenômica Feijão, liderado por Maria Celeste Gonçalves Vidigal, da Universidade Estadual de Maringá, receberá R$ 5,5 milhões e buscará obter cultivares mais produtivas e resistentes com tecnologias genômicas. O NAPI Agrogenômica Soja, coordenado por Glauco Vieira Miranda, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, terá R$ 12 milhões para acelerar o desenvolvimento de variedades adaptadas às mudanças climáticas. O NAPI Microbioma de Solos recebeu aporte de R$ 17 milhões e será conduzido pela professora Glacy Jaqueline da Silva, da Universidade Paranaense. A Rede Multiusuária de Equipamentos, com R$ 16,5 milhões, oferecerá suporte laboratorial e tecnológico aos projetos, segundo Taciane Finatto, professora da UTFPR.